Minha promessa diária é ser cada vez mais paciente.
Mas confesso que a tarefa não é tão simples.
Quando não tenho compromisso agendado, os finais de semana são os dias em que desligo os celulares e deixo família e amigos avisados para me ligarem bem tarde.
Como diz minha prima: '10 da manhã ainda é madrugada para a Mi'.
Ela tem toda razão.
E foi um sábado desses que colecionei uma nova história.
O maridão iria trabalhar cedo. O despertador tocou e não atrapalhou meu sono.
Apenas disse para ele: 'essa é a sua hora'.
Na sequência, ouço o toque de um celular.
Ao mesmo tempo que me reviro na cama para tentar alcançá-lo, ouço meu marido ao telefone. 'Livrei-me dessa'.
Acreditei que teria mais meia hora naquele sábado delicioso.
Mas o destino não quis assim.
A campainha tocou insistentemente.
Percebi que teria de levantar.
O intruso em questão era o cara da TVA. Há mais de dois anos havíamos cancelado o plano e a empresa não havia retirado o aparelho.
Mas depois de uma pequena mudança meses atrás, onde estaria o tal aparelho?
Procurei pela casa, sem sucesso.
Como a casa é pequena, nossos pais ainda estão com muitas de nossas relíquias. O tal equipamento estava na casa de meu vizinho, meu sogro.
Esse trâmite levou mais de 15 minutos.
Nada, comparado aos anos que a TVA deixou de nos procurar e nos cobrou indevidamente.
Pouco depois, lá estava eu, de pijama, recebendo das mãos de meu sogro o pacote com o aparelho.
Ainda mal-humorada, deixei a tarefa da entrega para meu marido, que estava de saída.
Descobri que o início de meu dia não estava completo ao ouvir um novo chamado: 'Micheeeeeeelle', grita meu cunhado pelo muro da casa de meus sogros, com a filha mais nova nos braços - artifício inteligente de quem sabe como me encontraria logo pela manhã.
'Empresta a mangueira para mim?', completou.
Olhei para ele. Respirei fundo.
O 'bom dia' que conseguiu sair de minha boca foi dirigido apenas a pequena sobrinha.
Entreguei a mangueira, entrei em casa e consegui finalmente acordar!
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