Há momentos simples na vida que valem muito, seja pela emoção que proporcionam ou por sua simplicidade. Uma simples consulta à podóloga poderia ter passado tranquilamente se não fossem as gargalhadas que dei ao lado da profissional, de minha irmã (que me acompanhava) e da manicure (que também trabalhava naquele momento).
Foram tantas histórias recheadas de humor. A primeira delas foi contada por minha irmã ao relatar o que uma amiga passou ao ‘tentar’ fazer as unhas.
Acostumada a frequentar um salão de cabeleireiro próximo ao local de trabalho, em uma semana de muito trabalho, ela teve de se render às mãos de uma manicure próximo a sua residência, serviço oferecido dentro de uma perfumaria.
Conversa vai, conversa vem – como normalmente ocorre em salões de beleza – a surpresa começa.
- Sabia que fui presa?, questiona a manicure.
- É? Responde a cliente. Feliz ao imaginar que aquela poderia ser uma ótima oportunidade de trabalho a uma ex-detenta.
E sem querer saber mais detalhes, tentou mudar o assunto.
Em vão.
- Matei minha irmã, explicou.
Naquele momento a cliente não sabia se fugia, se ignorava ou se permanecia ali, estática.
O monólogo seguiu, porque ela preferiu a terceira opção.
- Minha irmã sempre pegou minhas roupas. E eu sempre tive muita raiva por isso. Uma vez queria usar uma blusa nova. E adivinhe? Ela já tinha usado e colocado de volta, suja em minha gaveta. Saí correndo pela casa, atrás dela. Bati muito e gritei para toda vizinhança ouvir: ‘Mãe, matei minha irmã!’.
Sufocada, a cliente desejou nunca ter entrado naquela perfumaria-salão. Desejou não ter ouvido aquela história. Desejou que fosse mentira. E continuou desejando coisas positivas...até ouvir:
- Olha, moça, não vou passar óleo secante. Se quiser, vai ali, naquela pia, lava a mão e pode ir.
E sem pestanejar, ela fez exatamente o que tinha ouvido.
Nenhum comentário:
Postar um comentário