Todos os meses participo de um trabalho voluntário que entrega lanches para moradores de rua, além de levarmos um pouco de atenção a essas pessoas. A primeira ‘entrega’ (como chamamos) deste ano ocorreu no início de fevereiro.
A cada mês aprendo uma lição. Essa foi especial. Um morador de rua, sozinho, chamado Silas, tocou meu coração. O que ele queria era muito mais do que um lanche, do que uma palavra. Ele queria um trabalho. Em poucos minutos, contou sua história. Era confeiteiro, trabalhou em Campinas. Lá deixou um filho de 17 anos e sua mãe já idosa.
Como muitos, veio para São Paulo na esperança de um futuro melhor. Quem dera eu pudesse fazer mais coisas do que entregar um lanche e ouvir aquele que à minha frente chorava por trabalho.
No meio da conversa, disse que estava vindo da Igreja Nossa Senhora da Salete pedir emprego. E pediu: rezem por mim.
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