segunda-feira, 22 de junho de 2009

Minutos que salvam

Curioso é que só me dei conta disso ao ver um assalto que nem pareceu real. Saindo de uma reunião no centro da cidade na noite de uma pacata terça-feira, ouço, ao lado de um grande amigo e ainda dentro do prédio de onde estávamos saindo, gritos de um homem. Apenas a frase ‘vou pegar a faca’ fica perceptível para mim. Na seqüência, vejo um garoto andando apressadamente juntar-se a um menino de bicicleta que estava próximo a outro que poderia ser apenas mais um pedestre.
O triste é saber que aqueles três formavam um grupo de assaltantes, que o senhor que gritava realmente tinha sido assaltado e que minha conversa e de meu amigo só voltou à normalidade minutos depois, quando nos demos conta do ocorrido, quando percebemos a impotência do ser humano (nós, no caso) em ajudar o próximo. O que faríamos ali?
Não sabíamos inicialmente se era o caso de um assalto. Além disso, não fazíamos idéia se havia arma nas mãos de algum deles. E o mais triste é que não encontramos nenhum policial na região para que pudéssemos pedir ajuda.
Naquele momento, percebemos que nossos anjos trabalharam muito porque, durante alguns minutos, diante da ausência do porteiro, meu amigo e eu tentamos descobrir uma maneira de sair do prédio. A mensagem de que deveríamos demorar um pouco mais chegou em cima da hora, mas foi suficiente.

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