Não é fácil perder pessoas que amamos
Embora presentes em nossa memória e vivos no coração
A dor é grande
Não é fácil deixar de ter a convivência com pessoas tão queridas
Com o tempo sabemos que a dor passa, ficam as boas lembranças
Mas esse momento é penoso
O conforto da família, dos amigos
É de extrema importância
Agradeço a todos que estiveram comigo nos momentos em que mais precisei
Minha amiga querida, aguenta firme que estou chegando
Existem imagens que os ouvidos não captam. Há sons que os olhos não conseguem ‘ver’. Pensando nisso, decidi criar este blog, escrever por puro prazer, para registrar minhas sensações e impressões; o que sinto com o que meus olhos vêem e com o que meus ouvidos captam. Espero que gostem!
segunda-feira, 16 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
Educação
Lenine (e creio que Arnaldo Antunes), autores da música 'Rua da Passagem' dizem:
"Os curiosos atrapalham o trânsito/ Gentileza é fundamental/ Não adianta esquentar a cabeça/
Não precisa avançar no sinal/ Dando seta pra mudar de pista/ Ou pra entrar na transversal/
Pisca alerta pra encostar na guia/ Pára brisa para o temporal
Já buzinou, espere, não insista,/ Desencoste o seu do meu metal/ Devagar pra contemplar a vista
Menos peso do pé no pedal/ Não se deve atropelar um cachorro/ Nem qualquer outro animal/ Todo mundo tem direito à vida/ Todo mundo tem direito igual (...)
Tanto faz você chegar primeiro/ O primeiro foi seu ancestral/ É melhor você chegar inteiro
Com seu venoso e seu arterial (...)"
Gentileza é realmente fundamental. Mas na correria de todos os dias o que mais vemos é a falta dela.
As ruas são o maior exemplo disso. Tudo o que vi hoje:
Garoto ultrapassa grávida para entrar primeiro no ônibus.
Pessoas sem necessidades especiais sentadas em bancos 'coloridos' sem dar o lugar para quem de direito poderia estar ali sentado.
Ônibus, carro e moto atravessam sinal vermelho.
Pessoa em carro de luxo joga papel pela janela.
Além de gritaria, estresse e muita falta de educação.
Se não cuidarmos, difícil dizer para onde vamos.
"Os curiosos atrapalham o trânsito/ Gentileza é fundamental/ Não adianta esquentar a cabeça/
Não precisa avançar no sinal/ Dando seta pra mudar de pista/ Ou pra entrar na transversal/
Pisca alerta pra encostar na guia/ Pára brisa para o temporal
Já buzinou, espere, não insista,/ Desencoste o seu do meu metal/ Devagar pra contemplar a vista
Menos peso do pé no pedal/ Não se deve atropelar um cachorro/ Nem qualquer outro animal/ Todo mundo tem direito à vida/ Todo mundo tem direito igual (...)
Tanto faz você chegar primeiro/ O primeiro foi seu ancestral/ É melhor você chegar inteiro
Com seu venoso e seu arterial (...)"
Gentileza é realmente fundamental. Mas na correria de todos os dias o que mais vemos é a falta dela.
As ruas são o maior exemplo disso. Tudo o que vi hoje:
Garoto ultrapassa grávida para entrar primeiro no ônibus.
Pessoas sem necessidades especiais sentadas em bancos 'coloridos' sem dar o lugar para quem de direito poderia estar ali sentado.
Ônibus, carro e moto atravessam sinal vermelho.
Pessoa em carro de luxo joga papel pela janela.
Além de gritaria, estresse e muita falta de educação.
Se não cuidarmos, difícil dizer para onde vamos.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
‘Seu’ Amaro
A chegada ao trabalho é sempre uma delícia. Estar dentro de um parque tem suas vantagens.
Hoje, porém, encurtei meu caminho dentro dele. Motivo nobre: ajudar um deficiente visual a chegar ao seu destino.
Encontrei-o no início de minha caminhada, que dura cerca de dez minutos. Seu nome: Amaro. Perfeito para pessoa tão simpática.
Passos tranquilos e com boa conversa, conseguiu transformar meu dia logo pela manhã.
Seu destino seria a Unidade para Reabilitação de Deficientes Visuais (URDV) - http://www.acf1932.org.br/urdv_proposta.php. Aparentava ter entre 70 e 75 anos. O fio condutor de nosso trajeto foi o parque:
‘Já notou que diariamente um galo canta lindamente por volta do meio-dia?’, questionou-me.
‘Não, mas vou reparar’.
Realmente eu nunca havia notado. Mas infelizmente hoje não foi esse dia, talvez porque estava na correria do trabalho, ou apenas porque o galo canta mais alto para as ‘bandas de lá. Independente do motivo, a colocação do sr. Amaro mostrou-me que existem coisas mais belas que ainda posso apreciar.
Os sons estão aí, ao nosso redor. Mas o olhar nos impede que tenhamos a sensibilidade de notá-los.
Já no fim de nosso percurso, contou-me que estava aprendendo braile na URVD, além de outros cursos que lá ensinam, como teclado, violão e informática. Questionei-lhe, então, sobre a dificuldade de aprender o braile.
‘Sábia pergunta’, respondeu-me. E completou: ‘estou há três anos aprendendo. E o mais difícil para mim ainda é a leitura’.
Já estávamos no momento de nossa despedida, quando apenas sugeri que fosse persistente, pois é assim que o aprendizado surge.
Gostaria de ter dito mais. Grande, sr. Amaro, que já na terceira idade conseguiu aprender uma nova linguagem em apenas três anos.
Hoje, porém, encurtei meu caminho dentro dele. Motivo nobre: ajudar um deficiente visual a chegar ao seu destino.
Encontrei-o no início de minha caminhada, que dura cerca de dez minutos. Seu nome: Amaro. Perfeito para pessoa tão simpática.
Passos tranquilos e com boa conversa, conseguiu transformar meu dia logo pela manhã.
Seu destino seria a Unidade para Reabilitação de Deficientes Visuais (URDV) - http://www.acf1932.org.br/urdv_proposta.php. Aparentava ter entre 70 e 75 anos. O fio condutor de nosso trajeto foi o parque:
‘Já notou que diariamente um galo canta lindamente por volta do meio-dia?’, questionou-me.
‘Não, mas vou reparar’.
Realmente eu nunca havia notado. Mas infelizmente hoje não foi esse dia, talvez porque estava na correria do trabalho, ou apenas porque o galo canta mais alto para as ‘bandas de lá. Independente do motivo, a colocação do sr. Amaro mostrou-me que existem coisas mais belas que ainda posso apreciar.
Os sons estão aí, ao nosso redor. Mas o olhar nos impede que tenhamos a sensibilidade de notá-los.
Já no fim de nosso percurso, contou-me que estava aprendendo braile na URVD, além de outros cursos que lá ensinam, como teclado, violão e informática. Questionei-lhe, então, sobre a dificuldade de aprender o braile.
‘Sábia pergunta’, respondeu-me. E completou: ‘estou há três anos aprendendo. E o mais difícil para mim ainda é a leitura’.
Já estávamos no momento de nossa despedida, quando apenas sugeri que fosse persistente, pois é assim que o aprendizado surge.
Gostaria de ter dito mais. Grande, sr. Amaro, que já na terceira idade conseguiu aprender uma nova linguagem em apenas três anos.
sábado, 7 de maio de 2011
Um bom dia desajeitado
Minha promessa diária é ser cada vez mais paciente.
Mas confesso que a tarefa não é tão simples.
Quando não tenho compromisso agendado, os finais de semana são os dias em que desligo os celulares e deixo família e amigos avisados para me ligarem bem tarde.
Como diz minha prima: '10 da manhã ainda é madrugada para a Mi'.
Ela tem toda razão.
E foi um sábado desses que colecionei uma nova história.
O maridão iria trabalhar cedo. O despertador tocou e não atrapalhou meu sono.
Apenas disse para ele: 'essa é a sua hora'.
Na sequência, ouço o toque de um celular.
Ao mesmo tempo que me reviro na cama para tentar alcançá-lo, ouço meu marido ao telefone. 'Livrei-me dessa'.
Acreditei que teria mais meia hora naquele sábado delicioso.
Mas o destino não quis assim.
A campainha tocou insistentemente.
Percebi que teria de levantar.
O intruso em questão era o cara da TVA. Há mais de dois anos havíamos cancelado o plano e a empresa não havia retirado o aparelho.
Mas depois de uma pequena mudança meses atrás, onde estaria o tal aparelho?
Procurei pela casa, sem sucesso.
Como a casa é pequena, nossos pais ainda estão com muitas de nossas relíquias. O tal equipamento estava na casa de meu vizinho, meu sogro.
Esse trâmite levou mais de 15 minutos.
Nada, comparado aos anos que a TVA deixou de nos procurar e nos cobrou indevidamente.
Pouco depois, lá estava eu, de pijama, recebendo das mãos de meu sogro o pacote com o aparelho.
Ainda mal-humorada, deixei a tarefa da entrega para meu marido, que estava de saída.
Descobri que o início de meu dia não estava completo ao ouvir um novo chamado: 'Micheeeeeeelle', grita meu cunhado pelo muro da casa de meus sogros, com a filha mais nova nos braços - artifício inteligente de quem sabe como me encontraria logo pela manhã.
'Empresta a mangueira para mim?', completou.
Olhei para ele. Respirei fundo.
O 'bom dia' que conseguiu sair de minha boca foi dirigido apenas a pequena sobrinha.
Entreguei a mangueira, entrei em casa e consegui finalmente acordar!
Mas confesso que a tarefa não é tão simples.
Quando não tenho compromisso agendado, os finais de semana são os dias em que desligo os celulares e deixo família e amigos avisados para me ligarem bem tarde.
Como diz minha prima: '10 da manhã ainda é madrugada para a Mi'.
Ela tem toda razão.
E foi um sábado desses que colecionei uma nova história.
O maridão iria trabalhar cedo. O despertador tocou e não atrapalhou meu sono.
Apenas disse para ele: 'essa é a sua hora'.
Na sequência, ouço o toque de um celular.
Ao mesmo tempo que me reviro na cama para tentar alcançá-lo, ouço meu marido ao telefone. 'Livrei-me dessa'.
Acreditei que teria mais meia hora naquele sábado delicioso.
Mas o destino não quis assim.
A campainha tocou insistentemente.
Percebi que teria de levantar.
O intruso em questão era o cara da TVA. Há mais de dois anos havíamos cancelado o plano e a empresa não havia retirado o aparelho.
Mas depois de uma pequena mudança meses atrás, onde estaria o tal aparelho?
Procurei pela casa, sem sucesso.
Como a casa é pequena, nossos pais ainda estão com muitas de nossas relíquias. O tal equipamento estava na casa de meu vizinho, meu sogro.
Esse trâmite levou mais de 15 minutos.
Nada, comparado aos anos que a TVA deixou de nos procurar e nos cobrou indevidamente.
Pouco depois, lá estava eu, de pijama, recebendo das mãos de meu sogro o pacote com o aparelho.
Ainda mal-humorada, deixei a tarefa da entrega para meu marido, que estava de saída.
Descobri que o início de meu dia não estava completo ao ouvir um novo chamado: 'Micheeeeeeelle', grita meu cunhado pelo muro da casa de meus sogros, com a filha mais nova nos braços - artifício inteligente de quem sabe como me encontraria logo pela manhã.
'Empresta a mangueira para mim?', completou.
Olhei para ele. Respirei fundo.
O 'bom dia' que conseguiu sair de minha boca foi dirigido apenas a pequena sobrinha.
Entreguei a mangueira, entrei em casa e consegui finalmente acordar!
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