Quando ando de ônibus costumo colecionar histórias. Já vi pessoas utilizando os minutos perdidos para se maquiar, outros pregando uma ‘peça’ no chefe ao dizer que estão em determinado ponto do caminho e estão em outro, entre tantos outros exemplos.
Atualmente, com os celulares ultra-mega-power, temos que nos render ao gosto musical do dono, que pode estar em sua casa, no carro ou até...no ônibus. Isso porque o proprietário do pequeno aparelho não se lembra do acessório fundamental para a função de rádio – o fone de ouvido.
Por isso, enquanto faço meu trajeto até o Terminal Rodoviário da Barra Funda, sou (e tantas outras pessoas também) obrigada a ouvir de pagode a pop. Na maior tranquilidade, o casal com um pequeno filho conversa ao meu lado, ouve sua música preferida e olha ao redor sem se dar conta de que todos ali estão sendo obrigados a aturar seu estilo musical, como se estivessem no quintal de sua casa.
Infelizmente, esses são acontecimentos típicos da vida pós-moderna.
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